quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

SUPERAR


Estou com aquela vontade novamente de escrever o que estou passando no momento... Esse blog esta mais parecendo uma forma de tirar o peso das costas. Não sei exatamente o que devo mencionar aqui, pois um turbilhão de sentimentos esta neste momento rodando minha vida.  Acredito que isso não acontece só comigo, não sou um caso isolado neste mundo, mas sou um entre milhões.
Tem gente que passa por situações complicadas na vida como acidentes, doenças, aborto, gravidez na adolescência, separação dos pais, catástrofes naturais, abuso sexual, traição, assassinato, morte de entes queridos etc. Muitas pessoas ficam com traumas e bloqueios que não são curados e sim amenizados durante a vida. Não tem como esquecer o que passamos no decorrer da nossa trajetória, tudo isso molda quem nos tornamos hoje. 
  Acredito que todos temos histórias felizes e tristes para contar, uns mais felizes outros menos. Quando pensamos em guardar alguma recordação para o futuro, pensamos que serão os momentos “especiais” como uma festa de aniversário ou quando ganhamos algum presente que queríamos tanto, mas não... Esses também estão guardados na nossa mente, mas na verdade o que ganha intensidades maiores são as risadas por coisa tola, as conversas sem compromisso, os silêncios compartilhados, as descoberta de algo novo, um filme que assistimos juntos, a presença, o carinho, o amor demonstrado, as palavras de conforto, são lembranças eternas.
Superar é algo difícil mais preciso. Não podemos viver no passado e nem deixar que o passado governe nossa vida hoje; ainda existe esperança de uma vida melhor.

domingo, 27 de novembro de 2011

O SOM DA SUA VOZ

COMO NÃO POSSO TOCAR SUA PELE OU LIGAR PARA OUVIR SUA VOZ, O JEITO É TENTAR MATAR A SAUDADE COM O QUE TEMOS!

Você sempre foi minha inspiração mamãe!!!
OBS: Esse vídeo foi feito depois de um começo de derrame (AVC).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dia 15 de OUTUBRO de 2010


Amanhã faz um ano mãe... Um ano que você se foi...

Ela foi para o hospital no começo da semana dia 11 de outubro, muito mal, foi atendida na urgência, não conseguimos transferi-la para a internação nos leitos da gastroclínica. Estavam todos cheios, o jeito era esperar uma vaga surgir.
Os sintomas eram  terríveis, ela descrevia que era uma dor aguda no estômago (ela estava com câncer de estômago, foi descoberto no estagio final, ela fazia exames de 6 em 6 meses, mas não conseguiram identificar a neoplasia), ela vomitava tudo, no dia 12 ela começou a vomitar uma coisa preta, era horrível ver essa cena, pois ela estava sem força, a barriga enorme, ela tentava sentar com a nossa ajuda (minha e da tia Bebel) e segurava a barriga e gemia para tentar vomitar o que não tinha no estômago, ela já não comia, estava a base de soro. Os remédios não estavam tirando as dores dela, ela falava que doía muito, então pedi para o médico passar outra coisa para ela não sentir dor.
Eles começaram a dar morfina... Mesmo assim as dores não paravam; ela não falava mais com a gente... Ela só resmungava... Sua voz foi silenciando aos poucos...
Começamos há passar o dia e a noite no hospital... Consegui uma autorização para poder ficar de acompanhante com ela, nós revezávamos, eu ficava um pouco, a tia também e o pai a visitava sempre.
No dia 13 o médico me chamou... Ele falou que sentia muito mesmo, mas o quadro clínico da mãe tinha piorado muito, ela não estava nada bem... Ele disse que falar isso é muito triste para um médico, pois o que eles querem é tentar ajudar, mas no caso da mãe eles não tinham nada a fazer... Ele chorou comigo.
Ela foi transferida para a emergência... A partir deste momento nós não poderiamos passar a noite no hospital, lá não tinha espaço e o ambiente não era apropriado para acompanhantes.
Aumentaram a dose da morfina... Ela não conseguia abrir mais o olho, mas apertava minha mão quando eu falava com ela... Que aflição, não saber como ela estava se sentindo, como ela estava. Queria falar com ela...
A médica entrou na sala e falou que a situação da mãe tinha piorado e que era para eu e o restante da família se preparar para o pior... A médica segurou minha mão e apertou forte. Olhou nos meus olhos e falou: “eu sei que é difícil”, eu estava em prantos.
Eu tive que sair e falar para o pai, para a tia e para o Diogo, repetir tudo que os médicos tinham me falado.
Entrei de novo e uma coisa me incomodava, estava com medo da mãe estar sentindo dor ainda e só não consegui-se falar... Perguntei para a médica que estava acompanhando o caso, ela disse que mãe não estava sentindo nada, a dosagem do remédio era alta.
Tivemos que ir para casa e deixa-la naquele estado no hospital, meu coração sangrava... Foi muito difícil.
No dia 14 voltamos ao hospital, o clima já era tenso; Eu estava tentando encher minha mente com coisas que pudessem me confortar naquele momento, então eu comecei a ler alguns trechos do livro “A ciência do bom viver” de Ellen G. White.  Foi a melhor escolha que fiz de leitura para aquela ocasião. Através do livro pude entender que minhas orações naquele momento precisariam mudar, eu até então estava de alguma forma prolongando o sofrimento da mãe, eu tinha certeza que ela não queria ficar nem mais um dia naquele hospital, ela queira descanso, precisávamos orar para isso acontecer se fosse da vontade de Deus. Conversei com a Tia Bebel e com o Pai nós mudamos nossas orações.
Passamos o dia ouvindo histórias e vendo pessoas morrer na emergência... Os aparelhos parando e pessoas chorando.
Eu entrei pela última vez na sala e toquei a mão da mãe, estava gelada, não tinha movimento, ela não respondia a nenhum dos estímulos. Ela estava com o olho aberto só que parado sem movimento, eu tentei aproximar meu dedo do olho dela para ver se ela fecharia, a gente faz isso quando algo se aproxima do nosso olho, é involuntário, mas ela não respondeu... Dava para tocar seu olho se eu quisesse. Ela ainda estava viva, pois respirava, mas ela não voltaria mais a falar comigo.
Cheguei bem perto do seu ouvido e falei...
-Chegou a hora de descansar mãe, vai em paz. A gente se vê lá no céu, vou me preparar para isso.
-.... ... ... ... ...
Dei um beijo na sua testa gelada e apertei sua mão, sua pele tinha gosto de remédio. Saí para meu pai e a tia entrarem. Voltamos para casa, o silêncio reinava no carro.
Tentamos dormir aquela noite, mas era quase impossível... Quando deu meia noite e meia meu telefone tocou... Eu já sabia.
Não lembro agora quem falou comigo se foi a tia ou meu pai; só sei que o médico ligou, ele disse que precisava falar com a gente lá no hospital.
Saímos tarde da noite de casa a caminho da Unicamp, chegamos aproximadamente 01:45hs da manhã do dia 15 de outubro de 2010, o médico nos informou que a mãe teve paralisia de  órgãos, e eles não conseguiram reanima-la.  Ele concluiu com um “Sinto muito”.
O corpo já não estava mais na Unicamp, foi o que eles disseram, primeira coisa foi começar a ligar e dar a péssima noticia. Naquele dia experimentei um dos “cálices” mais amargos da minha vida. Tudo mudaria a partir de então.

FLASH

Meses antes do dia 15 de Outubro 2010 minha mãe estava sentindo que não ficaria mais com a gente, ela me chamou e falou para mim assim:
- Filha você sabe que a mamãe te ama muito, sabe que você sempre foi uma boa filha, nunca deu trabalho na escola para a mamãe, nunca...
Nessa hora eu não aguentei e uma lágrima começou a descer, olhei para a tia Bebel queria que ela falasse para a mãe parar, eu não aguentaria mais nenhuma palavra de despedida...
- Mãe você não vai morrer... Para de tentar se despedir de todo mundo, eu te amo muito.
-Sua mãe esses dias começou com essa história de que vai morrer, fica falando isso para mim. –Falou tia Bebel.
- FILHA... – ela olhou dentro dos meus olhos. Era como se ela tentasse sem palavras falar para mim que eu sabia no fundo o que iria acontecer...
-Cuida do seu pai para mim, você sabe como ele é – seus olhos encheram de lágrimas.
Quando ela começou a falar comigo com esse ar de cena final de um filme, eu lembrei a história que a mãe contava sempre para mim do meu avô, pai dela.
Eu nunca conheci meu avô, quando eu nasci ele já tinha morrido aproximadamente uns seis anos atrás. O que me fez lembrar foi o quadro clínico da mãe que era idêntico ao do meu avô da história; Ela falava que ele sentia muita dor, e tinha uma barriga enorme, que tinha dores no estômago e pernas inchadas, tudo isso era como ela estava, o mais triste de tudo é que ela sabia que era a reta final da doença, pois ela foi à única filha entre sete irmãos, que foi visitá-lo quando ele estava doente, ela foi a única que viu a situação, o estado dele. Ele também se despediu dela... Depois da visita ela foi embora (nesta época meu avô não morava mais com minha avó Francisca, ele possuía duas famílias, é por isso que os outros filhos não foram visitá-lo), não demorou muito e a notícia chegou de que ele tinha falecido.
A primeira vez que a mãe entendeu que seu quadro clínico iria só piorar foi quando a barriga dela cresceu. Pois até então sentir dores é normal para quem tem rins, baço e fígado policísticos no grau moderado (existem três tipos de rins policísticos o leve: aquele que a pessoa vive normalmente e só descobre na velhice ou quando faz algum exame de ultrassonografia de abdômen total – o moderado: é o policístico que minha família possui. Esse você descobre entre 20 a 40 anos, nesse estagio os sintomas são diferentes de pessoa a pessoa, mas chegando nos 45 anos ele começa a piorar e atrapalhar mais ainda o funcionamento dos rins – o avançado: esse é descoberto na infância e a pessoa não consegue chegar a ter uma vida normalmente, pois a função dos rins começa a piorar muito mais cedo, neste grau a morte é mais rápida. O que mais se encontra na população é o grau leve).
Quando descobrimos que nos hospitais da região perto de casa não adiantaria levá-la começamos a ir para a Unicamp, minha mãe ficou cheia de esperança, pois os resultados que muita gente tinha obtido neste hospital era uma lista grande. A decepção veio logo... Lembro-me de entrar na urgência para vê-la e ela estava com os olhos arregalados; com cara de quem estava muito assustada.
- O que aconteceu mãe???
-O médico disse que eu posso ir embora.
Até então não tinha entendido o porquê dos olhos arregalados...
-Ótima notícia mãe, ele passou alguma coisa para tomar para barriga diminuir???
-Não.
Notícia ruim.
-Mas o que ele disse sobre a doença?
-Disse que quando eu sentir dor é para eu voltar, e a barriga eles vão ter que tirar a “água” quando ela tiver incomodando.
Foi nesta hora que ela começou a chorar... Não entendi o motivo de imediato, mas depois entendi que ela tinha se lembrado do que os médicos do pai dela tia falado, da decepção encontrada, não tinha mais jeito. Ela sabia disso. A história que ela acompanhou iria se repetir, só mudando os personagens.
Ver sua mãe chorando é muito ruim, a coisa mais triste é não poder fazer nada... Nada. Você se sente inútil sem utilidade, incapaz.
Enxuguei suas lágrimas... O médico nos liberou e ela se apoiou em mim para se levantar da cadeira, começamos a andar bem de vagar até o carro onde estava o restante da família.
...
Quando olhei de novo para a mãe deitada no sofá, segurando minha mão, tentando se despedir, percebi que tinha viajado nos meus pensamentos... Neste momento ela só olhava para mim... Dei um beijo na testa dela e me afastei um pouco para refletir sobre tudo que em poucos minutos tinha passado em minha mente.

domingo, 4 de setembro de 2011

ÁGUAS DE SÃO PEDRO I



--- Mãe... Assisti uma reportagem na TV onde falava que as Águas de São Pedro tem poder medicinal. E fica perto de vocês não é??? --- Disse meu primo por telefone para minha tia Bebel, nesta época minha tia estava cuidando da mãe, a tia se dedicou mais que um ano cuidando dela;

--- As Águas de São Pedro fica perto daqui Marta???

--- Fica uns... Docinho (eram uns dos apelidos carinhosos que a mãe dera para meu Pai e vice versa) quantos quilômetros tem daqui até Águas de São Pedro???

--- Uns 100 km --- Disse o Pai.

--- Porque Bebel??? --- Perguntou a mãe.

--- O Wanderson esta falando aqui que assistiu uma reportagem onde fala do poder das águas medicinais de São Pedro, ele disse que já foram constatados varias curas para diversas doenças.

O interesse em assistir a reportagem foi grande, não só isso, como meu pai não sabia chegar até a cidade, ligaram para o José Antônio e a Tereza, casal que sempre estava disposto nos ajudar. Mesmo sem conhecer a cidade eles saberiam chegar lá.

Procurarão o vídeo pela internet para conhecer a clínica que a reportagem falava, pegaram o nome e endereço e sem esperar para amanhã marcou a data para ir conhecer, e talvez encontrar a cura.

Sua vontade e coragem de viver foram o que deram forças para enfrentar mais de 100 km, nesta época já não saia muito de casa, pois a barriga tinha tomado proporção muito maior que seu corpo poderia suportar. Seu estado físico estava lamentável. Dores constantes e fadiga por carregar uma barriga desproporcional ao resto de seu corpo que estava muito frágil e quase sem musculatura e tecido adiposo. Era pele, osso e barriga.

Viajaram para a cidade e acharam a clínica da reportagem... Mas o Médico não estava lá. O dia que eles tinham decidido ir à busca da “Água Milagrosa” era domingo, neste dia o Médico não atendia ele estava na clínica só no sábado. E agora???  Voltar como chegaram??? Seria uma desilusão para qualquer pessoa, mas não para a mãe. Antes de voltar ela mais a Tia foi apresar quanto custava por dia para ficar na cidade. Se fosse preciso até mudariam para lá. Foi com esses pensamentos de voltar no sábado e se o Médico receitasse um tratamento de meses ela mudaria para a cidade.

Voltou contando como a cidade era linda e o que a Clínica tinha. E da próxima vez eu também iria com ela.

Tudo que ela passava nesta época era com intensidade. Suas emoções estavam à flor da pele. Ao descobrir que poderia encontrar a cura nas águas, foi à esperança que ela estava precisando nesta reta final. Seus olhos brilhavam quando falava sobre o assunto, os tios já tinham ido embora quando ela chegou a ir para Águas de São Pedro, então ligou para meus tios, contou tudo e disse que iria voltar para ver o médico.

O REENCONTRO


        Com tudo que estava acontecendo, com tantas idas e vindas do hospital, meus tios e tias (irmãos da mãe), ficaram com o coração apertado e decidiram que teriam que vir visita-la urgentemente, as notícias que estavam chegando para eles não eram boas.

        Decidiram que todas sem exceções teriam que vir, mas uma viagem rápida tinha que ser de avião, pois de ônibus demoraria 3 dias para eles chegarem, e não tínhamos certeza se eles teriam esse tempo. O jeito foi meus dois Tios bancarem a viagem (Marcos e Moacir). A única das irmãs que estava aqui era tia Bebel.

        Quando embarcaram e nós ficamos sabendo a mãe ficou feliz, acredito que também aconteceu uma mistura de emoções em seu coração, pois isso tudo era inédito, irmão que fazia anos que não via estava a caminho. Ela sabia que sua vida estava por um fio, e todos estava vindo para vê-la pela última vez.

        Chegaram de manhã, naquele dia o sol brilhava forte... Olhar para aqueles rostos novamente depois de tanto tempo foi muito bom, não só para mim; a mãe começou a chorar, foram poucas as vezes que eu vi isso acontecer. O reencontro trouxe alegria, seu sorriso ficou exposto por todo o dia.

        Diferentes da gente que estava vendo todos bem de saúde, eles se espantaram com a imagem que viram da mãe. Alguns não conseguiram olha-la fixamente de imediato, foram buscar refúgio em outro ambiente da casa. Os encontrei com os olhos vermelhos e lagrimas escorrendo em suas bochechas.

        Estava tão feliz por revê-los assim como a mãe que tinha esquecido que a imagem que eles tinham na mente dela era de uma pessoa de 1,64m pesando seus 65 kg. Naquela época ela estava pesando 55 kg. Esse peso estava praticamente concentrado na barriga e nos ossos que ela carregava.

        Os tios e tias ficaram com ela mais ou menos duas semanas.   

domingo, 28 de agosto de 2011

MÉDICO MESMO???

   

Em uma das nossas idas ao médico para levar a mãe aconteceu assim...

         Estávamos todos na casa da mãe não lembro se era sábado ou domingo.  Naquele dia as dores dela estavam aumentado a cada hora, só conseguíamos perceber, pois ela começou a pedir remédio, ela nunca tomava remédio para qualquer dor só quando não aguentava mas, outro sinal que deixava a gente preocupados era ela começar a alisar a barriga. Nesta época a barriga dela tinha um tamanho de uma mulher gravida de 6 a 7 meses.

         Resolvemos enfrentar o hospital não estávamos mais aguentando ver seu sofrimento em casa. Sempre o caminho para o hospital parecia mais longo do que o normal, ela nunca reclamava só gemia. O Diogo corria mais que tudo.

         --- Não precisa correr assim --- falava a mãe.

         --- Como não dona Marta --- É claro que ninguém naquelas horas sabendo das dores que ela estava suportando não iria ouvi-la. O Diogo corria bastante.

         Chegamos ao hospital e pegamos uma senha para fazer a ficha, isso demorou aproximadamente uma hora, estávamos muito impacientes com a demora, mas quem conhece um hospital público sabe que reclamar nem sempre é a melhor opção. Chegou à hora de fazer a ficha, o processo foi rápido, pois não era a primeira vez dela no hospital, seus dados estavam todos gravados.

         Como ela não era idosa não poderia entrar acompanhante, mas mesmo assim nós sempre achávamos um jeitinho para entrar. Demorou mais 2 horas para ela ser chamada para entrar, não pense que entrando naquela porta o atendimento seria rápido, o processo era assim, ela iria aguardar para passar por um médico que era clínico geral, ele iria pedir alguns exames e depois encaminha-la para o médico que correspondia com a doença. OK... Quanto tempo você acha que demorou a metade deste processo???? Até fazer os exames e sair os resultados demorou aproximadamente 6 horas, ela ficou sentada lá dentro em cadeiras duras por todo esse tempo, a gente revezava para vê-la, só que dava mais agonia, pois não podíamos fazer nada para acelerar o processo, ela tinha almoçado bem pouquinho em casa, e já tinha passado mais de 9 horas dentro do hospital, os médicos estavam alheio a tudo isso, estava alheio a todo sofrimento que ela passava, nem remédio passou para ela, nenhum remédio de dor, nem comida tinha para oferecer, pois na emergência não se serve comida, só em caso de internação, o jeito era suportar. Tentamos fazer “contrabando” de comida para ela, mas quem disse que ela comia sem o médico falar que podia.

         O pai já tinha entrado e ficado algumas horas lá dentro, eu também tinha ficado por horas com ela sentadas naqueles bancos duros, eu que não estava com toda aquela barriga já tinha ficado com dores nas costas imagina ela. O último a entrar foi o Diogo ainda bem, pois ele entrou para resolver a situação que estava lamentável.

         Ele já entrou bravo pelas portas adentro, nunca tinha visto ele assim, até o guarda não reclamou com ele, coisa que ficava resmungando comigo. Não demorou muito e ouvimos a voz dele lá de fora, olhei para o pai e para tia Bebel e falei:

         --- É o Diogo??

--- É sim. - responderam. 

Corremos para a porta para tentar ver o que estava acontecendo lá dentro, o que vimos foi à mãe andando até nós.

--- O que esta acontecendo mãe???

--- O Diogo entrou lá dentro para falar com o Médico e perguntar por que eu não saio logo daqui.

---Nossa eu ouvi a voz dele daqui. O que o médico disse?

---Que esta esperando um Neurocirurgião analisar meus exames para eu poder ser liberada.

--- Desde quando era para ser feito isso???

--- Desde a hora que saiu os resultados dos exames.

--- Isso há 8 horas?? Fala sério, o Diogo tem mesmo que ir lá e reclamar. E agora onde ele foi??

--- Foi atrás do Neurocirurgião. Uma enfermeira que estava aqui desde quando nós chegamos falou para ele que os médicos ficam para lá.

Ela apontou para um lugar onde nós nunca tínhamos ido, era onde as pessoas com ferimento de bala eram operadas.

---Nossa daqui a pouco o Diogo vai ser trazido de lá pelos guardas. Vai sentar mãe, logo você vai embora.

Olhei para o relógio e percebi que desde a hora que colocamos o pé dentro do hospital já tinha passado mais de 12 horas, já era madrugada.

O Diogo achou os médicos que a mãe precisava. Ele entrou na sala de cirurgia e perguntou quem poderia liberar a mãe, pois já estávamos esperando a mais de 12 horas no hospital. Eles falaram que estavam ocupados, perguntou se ele não estava vendo. Eles não deveriam ter falado isso para uma pessoa que já tinha perdido a cabeça com o outro médico; Foi o estopim; Correndo risco de acontecer qualquer coisa, por exemplo, de ser preso, falou que não era preciso dois médicos para tirar uma bala da perna de um cara, o que estava precisando ali eram enfermeiros, sendo assim um médico poderia atender minha mãe. Não sei o que aconteceu, pois o médico não falou nada, desceu e foi resolver o nosso problema. Depois de todo esse escarcéu no hospital a mãe conseguiu sair pior do que ela entrou, pois nenhum deles deu remédio para ela. A única coisa que esse último médico falou foi que não adiantaria mais a gente levar a mãe para esse hospital, pois eles não poderiam fazer nada por ela lá.

O jeito foi tomar remédio para dor que tínhamos em casa e depois de descansar em casa um pouco voltar à busca de algum médico que poderia nos ajudar.

AILTON




Escrever esse blog esta sendo para mim um alívio, pois mesmo sabendo que isso não é possível eu falo com você. Aconteceram tantas coisas mãe depois da sua ausência... Algumas delas não poderão ser contadas aqui no blog, ainda ficará guardado na minha memória apenas. Mas tenho várias que posso contar.

Sei que você gostava muito do Ailton, mesmo ele indo à sua casa de madrugada batendo no portão acordando os vizinhos, gritando seu nome e o do pai, pulando as grades e chegando até a porta, para certificar que vocês iriam acordar e orar com ele, na maioria das vezes ele sempre estava perturbado pela bebida. Ele tinha um coração bom e você sempre soube disso.

O Ailton não estava conseguindo entender o porquê uma pessoa tão boa como você poderia passar por tantos sofrimentos como você passou; é claro que ele não entendia, pois nem nós conseguimos no fundo do coração entender completamente... O pai e o tio Roberto tentaram acalma-lo um pouco.

Um dia deste ele apareceu na sua casa com uma bíblia e uma lição antiga, era a bíblia que você e o pai tinham dado para ele. A vontade dele era poder sair dos vícios da bebida, sempre tentava ficar sem beber, passava muitas vezes meses sem colocar uma gota de álcool na boca, ele sabia na pele como era difícil lutar contra um vício. O Ailton guardou no coração as mensagens que vocês pais falaram para ele.

Alguns sente dores mais intensas do que outros.

O tempo de vida aqui nesta terra mãe para o Ailton acabou, ele faleceu logo depois de você, exatamente um mês depois. O fígado dele estourou. Não temos como saber quem vai para o céu, pois não existe um certificado onde constam esses dizeres, mas sabemos que Deus nunca desamparará seus filhinhos; não sabemos o que estava dentro do coração dele, qual foi seu último desejo em vida, só sei que a luta dele cessou, ele não precisa mais lutar contra o vício. Lá no céu teremos muitas surpresas e uma delas mãe gostaria que fosse o Ailton.
Sempre te amarei mãe!


sábado, 27 de agosto de 2011

UMA CONVERSA

           A um amor pelo qual eu posso ser grata, é o seu amor por mim.  Sinto muito sua falta, quando chega o Sábado, sei que mais uma semana se foi e a saudade de você só está aumentado, e sei que por enquanto não será saciada, pois você hoje mãe faz parte das minhas lembranças... Sinto falta do seu cheiro... Nunca imaginaria falar isso.

Não consigo acreditar que você se foi, que isso aconteceu de verdade, queria que fosse um daqueles pesadelos, onde sempre eu acordava e tudo o que tinha acontecido ficava para trás.

Sei que você me amava muito, sei que nosso amor era tudo que tínhamos. As circunstâncias da vida fez com que nos uníssemos cada vez mais; Quando o pai foi para Portugal, quando fomos morar na casa da tia Izabel, quando tivemos que vir para Campinas; Quando começamos a trabalhar juntas, quando começamos a explorar a cidade descobrindo coisas novas; Quando começamos a trabalhar nas ruas empoeiradas e esburacas... Quando a doença tomou todas suas forças e não podia mais trabalhar... Aqui sempre vai ter poucas linhas para tantos momentos vividos ao seu lado.

Quando você começou a sentir as dores e a fraqueza dominar seu corpo, foi muito estranho para mim, pois a sensação que tive ao ir trabalhar sozinha pela primeira vez foi de solidão. As ruas se tornaram muito silenciosas, pois sua voz não estava lá. Em alguns momentos eu olhava para os lados procurando você, mas não encontrava seus olhos. Essas foram às primeiras mudanças de tantas outras que aconteceram.

Hoje minha vida é silenciosa...

Ainda quando ligo para o pai sempre espero no fundo do coração que você vai querer falar comigo, perguntar como foi meu dia, o que aconteceu na faculdade e nós conversarmos por horas...

As lagrimas estão transbordando dos meus olhos...

Você era minha melhor amiga! Ainda bem que isso eu consegui falar para você.

O meu desejo agora mãe que esta dando forças para continuar é a esperança da volta de Jesus... Pois quero te ver de novo.

“Ele enxugará dos olhos deles todas as lagrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram”. Apocalipse 21: 4 (NTLH).

Vou te encontrar de novo mãe!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

PETROLINA

         O que aqui esta sendo relatado aconteceu pela primeira vez em meados de 1999 para 2000. Não sei o que tinha aprontado naquela época, pois até virar "gente" eu aprontava muito na rua, parecendo um moleque. Certo dia andando na rua com a mãe de dedinhos dados (como morávamos em uma região quente não dava para andar de mãos dadas simplesmente, pois as nossas mãos transpiravam muito, era preciso fazer algumas adaptações, a nossa era unir os dedinhos), ela começou uma conversa muito estranha:
___ Filha, não quero ver você aprontando na rua e dando trabalho para sua vovô e tias, pois se você começar a dar muito trabalho a mãe vai mandar você para o colégio interno, igualzinho a sua irmã Petrolina...

___ Ahh, eu ouvi bem? Irmã? PETROLINA por sinal??? Fala sério mãe, de onde você tirou isso?

___ A mãe mandou sua irmã paro o internato, porque ela estava sendo muito mal criada.

Estava sendo costume dos pais falarem isso para os filhos na minha época, pois no colégio você tinha que trabalhar na roça e tirar boas notas nos estudos e não podia sair do colégio sem autorização; eu conhecia alguns amigos que tinham frequentado o internato por obrigação e a maioria deles tinham odiado por isso essa história tinha me deixou encucada, mas não por muito tempo.

___ Ahhh é mãe você tem outra filha? Quando iria me contar? ___ já sabia que era o esquema que ela usava para me dar broncas, ela sempre inventava histórias que eu conhecia o final para me dar uma lição de moral.

Ela abriu um sorriso e falou:

___ Eu falava para a Petrolina assim como falo com você para ser uma menina melhor, mas ela não queria me ouvir, olha só o que deu...

___ E ela não vem te visitar mãe?

___ Ela não gosta da gente filha, ela tem o coração pedra.

A partir deste dia Petrolina sempre fez parte das nossas conversas, era muito divertido falar dela, nunca entendi o porquê do nome ser assim, mas o que sempre teve importância para gente era poder brincar com essa história como se fosse de verdade, foi tão marcante essa invenção que ela não ficou só na minha infância acompanhou até a vida adulta.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

CARANGUEJOS

“eu não quero comer caranguejos, eu não como isso...”

Foi falando estas coisas que encontramos minha mãe em casa depois de minha tia ter ido ver seus filhos e neta, não pense que foi logo ali na esquina que ela tinha ido, foi para longe, para a nossa terra, Rondônia.  

Tia Bebel foi um anjo em nossas vidas... Não sei como agradecer por tanto amor dado para mamãe e para nós; era tia Bebel quem dava os remédios certinhos, era ela que ajudava minha mãe se levantar, ajudava colocar as roupas quando era preciso, fazia comida, vitaminas e sucos, armava a rede, limpava a casa... Acima de tudo isso era para a mãe uma companheira.

No coração da tia Bebel a saudade da família estava ficando cada vez maior, sua netinha fazia muita falta para ela, seus filhos também. Chegou a hora de fazer uma viajem para ver a família, pois já havia se passado mais de seis meses ausente, não dava mais para ficar longe, ela precisa sentir a presença física deles, só ouvir a voz por telefone já não era o suficiente. Então ela precisou ir... Eu e o meu esposo Diogo levamos a tia para a rodoviária, abraçamos tão apertado que o coração deu uma pequena parada, era muita emoção envolvida, muitos sentimentos, não tínhamos a certeza de sua volta, pois a final sua casa não era aqui, no momento não queríamos saber, só a queríamos bem perto da gente. Ao terminar o abraço prolongado ela desceu as escadas e lá se foi para uma viajem que duraria 3 dias e 2 noites.

Meu pai ficou com a mãe, ela tinha se emocionado muito com a despedida da tia, ela tinha dado adeus para ela. Naquela noite, fora as lagrimas que ensoparam o travesseiro passou tudo bem; Uma coisa nos preocupava... Ao amanhecer meu pai teria que ir trabalhar, pois era só ele que no momento estava mantendo a casa, minha mãe não conseguiu se encostar pelo INSS, eles alegaram que ela poderia trabalhar, fala sério!!! Eu já não morava mais com eles, minha rotina normalmente era faculdade e trabalho, eram poucas as vezes que voltava para casa. Só que nos últimos meses já tinha mudado muito minha rotina... Todos os dias depois da faculdade eu visitava a mãe, e quando ela ficava internada eu também a visitava; alguns dias não davam para eu simplesmente ir e deixá-la nas condições que se encontrava, o ano de 2010 foi bem complicado, decidi mudar minhas rotinas... Peguei as matérias que eu tinha na Faculdade e comecei há analisar quais dias eu não “precisaria” ir, escolhi duas matérias, a tática era seguinte, ficava na casa da mãe até dar a hora de ir trabalhar e enquanto ela cochilava eu lia os livros da matéria, para conseguir tirar pelo menos à média. O último semestre de 2010 foi mais ou menos assim.

Como eu sabia que a tia não estaria lá de manhã para ajudar a fazer o café da manhã, lembrar a mãe dos remédios, descascar laranjas... Fui bem cedo para a casa dela. A manhã passou tão rápido que eu nem percebi que as horas tinham voado... Meu celular começou a tocar e lembrar-me que tinha que sair em menos de 30 minutos para ir trabalhar, só que nem eu e nem o pai estávamos preparados para situações como esta, não pedimos para ninguém vim ficar com a mãe, antes de ir eu ainda fiquei com dor de consciência, perguntei varias vezes se eu poderia ir mesmo, se ela iria lembrar-se de tomar os remédios e se ia comer, tinha deixado tudo feitinho e explicado, como sempre ela nunca me impedia de fazer nada, falou que eu poderia ir sim que ela estava bem e logo o pai iria chegar. Eu dei um beijo nela como de costume e sai.

Assim que cheguei ao serviço liguei para saber se estava tudo bem, ela falou comigo com uma voz estranha, voz de uma pessoa cansada, perguntei o que ela tinha e ela disse que estava tudo bem, não tinha nada, eu não precisava me preocupar. Até parece que eu não iria ficar preocupada, se acontecesse qualquer coisa com ela seria minha culpa, pois eu a tinha deixado sozinha em casa. Logo que desliguei o telefone leguei para o pai para saber se ele iria demorar muito para chegar, ele falou que já estava encostando o carro na frente da casa. Menos mal.

CONT. CARANGUEJOS

Quanto meu expediente acabou liguei de novo para saber noticias, o que me deixou espantada foi à rapidez para atender ao telefone, meu pai falou que a mãe estava falando coisa com coisa, estava falando que não queria comer caranguejos e não era para ele trazer isso, pois ela não comia. Sério, na hora eu dei risada. Caranguejos de onde ela tirou isso, logo a mãe que é tão lucida falando estas coisas, não fez muito sentido na minha cabeça.

Quando cheguei lá ela estava deitada no sofá e o pai estava falando que iria leva-la ao médio... Ela não estava nada bem.  Sentei no chão e comecei a conversar com ela, perguntei se ela tinha tomado mais que um tipo de remédio, ela disse que não, falou que tinha tomado só os que eu tinha deixado separado, fui correndo na cozinha verificar se o erro tinha sido meu... Não, estava tudo certo... Então o que deve ter acontecido? Voltei para perto dela e continuei conversando... Mãe o que a senhora esta sentindo? “uma... coisa... estranha... na... minha... barriga.” “e... ...  minha... mão... fica assim”, ela me mostrou uma mão tremula, estava falando enrolado também, olhei para o pai e concordei com ele, ela deveria ir para um hospital e urgente. Agora tínhamos que convence-la a ir, pois não gostava de ir ao hospital, pois era longe e a cada lombada e  buracos faziam sua barriga doer e ela sempre gemia de tanta dor, e quando chegava lá tinha que ficar esperando horas para ser atendida, preferia muitas vezes ficar remoendo a dor em casa deitada. Só que agora não poderia dar nenhum remédio para ela, pois não sabíamos o que realmente ela tinha, depois de algumas conversas ela resolveu ir.

No hospital eu entrei junto com ela para falar com o médico, ela teve que ficar em uma cadeira de rodas, pois mal conseguia dar alguns passos sozinha, suas pernas estavam bem inchadas e sua barriga já demonstrava uma ascite bem grande, todo esse peso em cima de uma estrutura fraca e fragilizada não dava para suportar.

O médico perguntou o que ela estava sentindo, ela tentou falar mais parecia que a voz não vinha. Falei por ela. Quanto ela conseguiu falar disse para o médico que ela achava que estava assim pela falta da tia Bebel que tinha ido embora a menos de 32 horas, o médico falou que poderia ser também, mais o que estava preocupando eles era a tremedeira e a conversa enrolada, ele disse que era sinal de desidratação, como uma pessoa com tanta agua no corpo poderia ficar desidratada? Tinha agua na barriga e nas pernas de monte, mas mesmo assim olhei para ele e concordei, fizeram vários testes com ela, depois resolveram fazer uma paracentese, é um procedimento que da um pouco de alívio, eles aplicam anestesia no local onde irá perfurar na barriga e depois colocam uma agulha grossa para fazer uma punção e tirar o líquido, o líquido sai por uma mangueira e cai em um balde, na primeira vez foram 5 litros retirados. Não é uma visão legal, ainda mais com sua mãe...

Ficamos no hospital por horas, pois cada procedimento era uma demora sem fim, quando saímos já estava quase amanhecendo...

Voltamos para casa e os caranguejos não mais perturbaram a sua mente. Tínhamos esperanças de melhoras, pois a barriga e até a perna dela tinha diminuído, pensávamos que não iria voltar a ficar como antes, santa ingenuidade...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O QUE NOS SUSTENTA NESTA VIDA??????

“Seria tudo a mesma essência se não fosse

o vão de uma ausência e o vaco que ela fez...” Robson Fonseca.

          A morte é um tema tão falado hoje em dia, mas nunca ninguém conseguiu tirar do meu coração a dor de uma saudade. Poder tocar na sua pele, falar com você de novo mãe, ouvir seus conselhos, falar eu te amo, ver seu sorriso, passar a mão no seu cabelo, sentir sua presença, sentir seu abraço... Tocar suas mãos calejadas, andar com você até o mercado...  Comer sua comida... Isso minhas lembranças não consegue suprir... Foram tantos momentos que estão registrados em minha mente... Olhar para sua foto mãe me faz lembrar que tudo nesta vida é ilusão, vivemos buscando e corremos atrás do vento...  O que vamos levar deste mundo??? Quantas casas e carros meu caixão vai caber???? NADA disso realmente importa.

        O que deixamos na mente e na vida das pessoas é o que tem valor... Não se compra lembranças, se vive. Em cada ato que fazemos sem perceber estamos deixando um legado. O cuidado a ser tomado sempre é que tipo de fruto está sendo plantando.

        Será que vai haver tempo para acertar as coisas no futuro??? Não sei... Só sei que o que temos para falar, sentir e fazer que seja agora... Pois o ontem não existe mais e o amanhã talvez nunca chegue.

         Pode parecer loucura uma postagem falando assim, mas a ausência de uma pessoa na vida pode deixar um vaco tão grande que cada momento que você tem de vida serve para agradecer a Deus por mais um respirar, mais uma lagrima, mais um sorriso, mais uma oportunidade de falar eu te amo, mais uma chance de recomeçar... Pois a vida é feita de momentos... E quem vive esses momentos são os vivos.

domingo, 14 de agosto de 2011

A VIDA É FEITA DE MOMENTOS


       A ideia de criar um blog surgiu em uma conversa com o Diogo... O habito de visitar blogs se tornou cada vez mais frequente, dois de nossos blogueiros favoritos são a Bela (Kira) e Michelson Borges, gostamos tanto de ficar horas e horas lendo as postagens que uma pergunta começou a surgir nas nossas mentes "porque não criar um blog???".
       Para isso precisávamos decidir sobre o que falaríamos,  essa foi a parte mais fácil do processo. Decidimos falar sobre a vida de pessoas que não estão na calçada da fama, e nem ganharam algum premio "importante", são pessoas que tem o poder de impactar vidas, como nenhum filme ou livro poderá realmente expressar, pessoas essas que deixaram uma das maiores contribuição para a raça humana, que foi a de geradoras de personalidades, não qualquer personalidade e sim aquela que não se vende não se compra, não se corrompem, essas pessoas que mereciam o prêmio Nobel (não quero aqui desmerecer o talento de milhões de artistas), pois viveram como se não houvesse o dia de amanhã, e não houve mesmo... Viveram cada momento intensamente com todas as suas forças e vontade. As histórias de pessoas assim não podem morrer tem que perpetuar... Pois mesmo não estando entre nós ainda poderão contribuir e envolver nossos corações.
        Os momentos que este blog relatará são todos verdadeiros e intensos, são momentos que queremos que fique gravado para sempre não só nas nossas memórias, mas na sua também.
          Tomara que não seja um prazer só para nos escrevermos, mas para quem esta lendo também.